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O Papa Francisco e a visão da realidade

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 28.07.16

 

 

A caminho da Polónia o Papa Francisco fala aos jornalistas sobre a verdadeira guerra no mundo: a dos interesses financeiros, a das gritantes desigualdades sociais, a da voracidade na apropriação dos recursos naturais.

O Papa esclarece que a guerra não é entre religiões, esta afirmação é central para podermos compreender o que se passa actualmente no mundo, esta violência sem sentido contra pessoas comuns, este fascínio doente pela morte.


A insanidade que vemos acontecer em ataques isolados é da mesma raiz do mal presente na lógica financeira que espalha pobreza e fome.

É esta visão da realidade que o Papa nos traz uma vez mais. Um convite a observarmos atentamente o que se passa, um desafio a não nos deixarmos alienar pela informação propagada pelos media.


Que neste Jubileu da Misericórdia as pessoas comuns abram a sua consciência à visão da realidade e abracem a sua condição de cidadãos do mundo, de uma mesma humanidade.

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

publicado às 22:14

Ver a realidade como um cidadão do mundo

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 20.07.16

 

 

Ver a realidade por trás da ficção que nos envolve todos os dias é um grande desafio. Acordamos com a ficção e adormecemos com a ficção. Os media transmitem a versão oficial e propagam-na como ecos de uma história. A insanidade mais horrível, assim contada, adquire uma lógica e substitui-se à realidade.


Para ver a realidade uma pessoa tem de se colocar como um cidadão do mundo, é essa visão global que é necessário desenvolver. Não é apenas na posição de ocidental-oriental, do norte ou do sul, essa visão é enganadora. É como um cidadão do mundo, habitante de um mesmo planeta.


Pode abrir os olhos e estar atento ao que se passa à sua volta, mas deve evitar deixar-se embalar pela versão oficial propagada pelos media. Terá de pôr os neurónios a trabalhar e desenvolver uma consciência global, onde cabe toda a humanidade.


Mesmo que a sua visão da realidade se comece a assemelhar a um filme de série B, com personagens loucas e mal intencionadas que detêm muito poder, o poder da destruição cirúrgica ou em massa, conforme os seus objectivos - e os seus objectivos são muito simples, deter cada vez mais poder - não se assuste. Esse filme estará mais próximo da realidade do que a versão oficial propagada pelos media.


Procure responder a estas questões universais:


- A quem interessa disseminar o medo nos cidadãos? O medo é o princípio da desconfiança e do ódio. A desconfinça e o ódio levam à violência.


- A quem não interessa a convivência pacífica e a unidade dos cidadãos? Quem quer retirar aos cidadãos o poder e a liberdade de escolher e decidir questões fundamentais para as suas vidas e as suas comunidades?


Podem parecer perguntas muito simples mas as respostas aproximam-no da questão central: quem mexe os cordelinhos das marionetas falantes, dos rostos mediáticos, dos seus discursos, das suas versões da realidade?


E porque é que isto é tão importante, vital mesmo, para um qualquer cidadão do mundo? Porque só como cidadão do mundo se poderá defender das ameaças de violência e destruição.

   

A comunicação em tempo real entre cidadãos de todo o mundo é fundamental para a sua própria sobrevivênciaAs novas tecnologias permitem o pior, a propagação do ódio e da violência, mas também os valores da vida, da convivência pacífica, da colaboração. São o melhor meio de comunicação e de mobilização para a sua sobrevivência e do planeta que habitamos.



Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

publicado às 12:32

Assédio moral contra os países do sul

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 05.07.16

Gostei de saber ontem, numa reportagem da TVI e numa entrevista a Isabel Moreira na TVI24, que o assédio moral foi recentemente criminalizado e integrado no crime mais amplo da perseguição.

Nesta criminalização já vamos com um atraso de uma década relativamente a outros países europeus, mas isto também se explica culturalmente. Não aturámos pacificamente o assédio moral do anterior governo?, dos discursos do anterior PM?, das conferências de imprensa de Gaspar e de Albuquerque?

Agora assistimos, nós e a Espanha, a uma pressão política ilegítima da CE e do Eurogrupo. A Espanha está em negociações para formar governo, Portugal tem um governo recente.


O assédio moral implica uma perseguição reiterada, é o que temos vindo a sofrer da CE e das intervenções dos comissários e do presidente do Eurogrupo, desde o início do novo governo. 

O assédio moral implica um agressor e uma vítima, uma relação de poder e dependência, força e fragilidade.

O assédio moral tem um objectivo, neste caso é político: um governo conservador na Espanha e uma mudança de governo em Portugal.

  

Esta demonstração de força da CE revela, na realidade, uma fraqueza: vendo-se impotente para lidar com o Brexit, uma ferida aberta no coração da UE, tenta mostrar a sua força onde pode bater, ou seja, nos mais fracos.

Já vimos o que fizeram ao povo grego, apesar do povo grego referendar a vontade de permanecer na UE. A humilhação que lhes foi infligida teve todos os ingredientes do assédio moral. E do double bind, estratégia de manipulação que anula e fragiliza.


Se a CE e o Eurogrupo continuarem nesta perseguição ilegítima, a quem podemos recorrer? Há algum mecanismo que nos possa defender? Exactamente, é este o perigo de estar integrado numa UE que não respeita as regras dos tratados (igualdade) nem tem a noção de equilíbrio, de colaboração e de oportunidade.

Uma comunidade pressupõe ainda a noção de bem comum. Ora, prejudicar Portugal e Espanha, assim como a Grécia, também é prejudicar os restantes países da zona euro.


Talvez o Brexit revele a resposta das populações esquecidas pela centralização do poder e pela globalização que agravou o desequilíbrio na distribuição dos recursos (aumento exponencial das desigualdades sociais).

 

 

 

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

publicado às 20:18


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